A Importância da Intimidade
- Alberto Carlos Macedo
- 22 de nov. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 27 de fev.

O próprio Senhor Jesus Cristo declarou que o principal de todos os mandamentos é:
“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças.”
Amar dessa forma não é algo superficial.
Não sei o que você pensa sobre amar alguém, mas entendo que não é possível amar com todas as forças sem que exista conhecimento, relacionamento e aproximação contínua.
Pode haver atração. Pode haver emoção. Pode haver paixão.
Mas amar de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de todas as forças é resultado natural de um relacionamento sólido, crescente e íntimo.
É fruto de proximidade.
Podemos falar sobre o Senhor, pregar, ensinar, conhecer a Palavra — e ainda assim não sermos íntimos dEle.
Alguém pode conhecer tudo sobre o presidente de um país, ministrar palestras a seu respeito, e, mesmo assim, jamais ter tido uma conversa pessoal com ele.
Conhecimento não é necessariamente intimidade.
O meu desejo com este artigo é levar você a compreender a importância de desenvolver intimidade com Aquele que já se uniu a você por meio da Sua obra.
A raiz da palavra “intimidade”, no hebraico, traz a ideia de fundar, fixar, estabelecer, lançar alicerce.
Fala de fundação. Fala de estrutura.
Isso é importante, porque qualquer construção sem alicerce corre o risco de ruir.
Um casamento, por exemplo, se não construir uma base sólida, se não cultivar relacionamento íntimo, pode sucumbir.Faltou fundamento.Faltou intimidade.
Em Lucas 6:46-49, Jesus apresenta duas construções.
Um homem cavou fundo e lançou os alicerces sobre a rocha.Veio a enchente, a correnteza bateu com força, mas a casa permaneceu firme. Outro construiu sobre a terra, sem alicerce.Quando a correnteza veio, a casa caiu — e sua ruína foi grande.
Perceba, a chuva caiu sobre as duas casas.
Isso nos mostra que todos estamos sujeitos a desafios, crises e pressões.Mas o resultado foi diferente.
Por quê?
Porque uma estava firmada sobre a rocha.
E sabemos que essa Rocha é Cristo Jesus.
Uma vida sólida começa pelo fundamento correto — Cristo.
Uma vez firmados nEle, lançamos os alicerces por meio da intimidade.
A segunda casa não estava sobre a rocha.
Isso nos revela que fora de Cristo nada subsiste. Se Ele não é o fundamento, não há onde descansar.
Sem fundamento, não há segurança. Sem intimidade, não há profundidade. Sem relacionamento, nos tornamos vulneráveis às pressões da vida.
Há um detalhe importante no texto de Lucas: o homem cavou fundo.
Antes de construir para cima, ele desceu.
Isso fala de profundidade.
Fala de um coração que Para. Desacelera. Descansa na revelação da presença de Deus.
E é justamente aqui que muitos desistem.
Preferem construir na superfície, movidos pela pressa de ver resultados imediatos.
Mas a superficialidade nunca sustenta uma vida cristã madura.
Alguém disse:
“Algumas das melhores verdades de Deus, como tesouros preciosos, estão escondidas em profundidades que a maioria das pessoas não se dispõe a sondar.”
A beleza do mar não está na superfície, mas no fundo. Uma floresta não é conhecida pelas margens, mas pelo interior.
Richard Foster afirmou: “A superficialidade é a maldição da nossa época… A necessidade urgente do nosso tempo não é de pessoas inteligentes ou talentosas, mas de pessoas profundas.”
O profeta Jeremias declara:
“Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e Me compreender...” (Jeremias 9:23-24)
Deus não está impressionado com nossa capacidade, força ou recursos.
O que Ele valoriza é relacionamento.
Tudo o que desejamos construir precisa de fundamento:
Uma família forte
Uma igreja saudável
Uma liderança equilibrada
Uma empresa sólida
Mas, como cristãos, nada disso terá valor se, primeiramente, não desenvolvermos intimidade com Cristo.
Ele é a Rocha. Ele é o Fundamento. Sem Ele, nada podemos fazer.
Esse deve ser nosso primeiro e maior alvo.
Em Gênesis 18, vemos algo poderoso.
Deus tinha um propósito estabelecido: julgar Sodoma e Gomorra.
Mas, antes de cumprir Sua agenda, passa pela tenda de Abraão.
Era o maior calor do dia.
Abraão, ao perceber a visita, corre ao encontro do Senhor. Oferece água, pão, manda preparar bolos, mata um bezerro cevado.
Ele faz tudo para honrar a visita — mas, acima de tudo, para prolongar o relacionamento.
E Deus aceita.
“Faze como disseste.”
O Senhor não estava interessado na comida, mas na comunhão. Ele desejava estar com Seu amigo.
Aquela visita não foi rápida. Os anjos só chegaram a Sodoma ao entardecer.
Abraão teve tempo. Tempo gera intimidade.
E veja os frutos:
– Recebe a promessa do nascimento de Isaque.
– Ouve os planos de Deus.
– Intercede por Ló.
Na intimidade, Deus fala sobre nossa vida.
Na intimidade, entendemos Seus planos.
Na intimidade, intercedemos alinhados à Sua vontade.
Paulo declara:
“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram… o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito.” (1 Coríntios 2:9-10)
O Espírito perscruta as profundezas de Deus.
Profundezas não são acessadas na superficialidade.
Querido, querida, não negligencie aquilo que Jesus conquistou para sua vida:
acesso livre e ousado à presença do Pai pelo Seu sangue.
Deus deseja intimidade com você.
Ele enviou Seu Filho à cruz para restaurar comunhão.
A pergunta é:
Você tem desejado essa proximidade?
Você tem investido tempo com Ele?
Invista hoje — agora — um tempo de qualidade na presença do Senhor.
Na intimidade você experimentará o que nunca encontrará em outro lugar.
Ele deseja isso com você.
E uma vida que permanece começa no lugar secreto.
Fique na paz!
Um abraço,
Alberto Carlos Macedo
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