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Enviado com Propósito

Cada vez que observo e estudo a Bíblia, mais enxergo, de forma cristalina, que o cristianismo não é uma construção religiosa, mas uma operação gloriosa de resgate; a reconciliação entre o ser humano e o seu Criador, entre os filhos e seu Pai.

Desde a queda, e até mesmo antes da fundação do mundo, Deus estabeleceu Seu plano como expressão eterna do Seu amor e da Sua intenção: trazer de volta os Seus filhos; restaurar identidade, posição e propósito.


Marcos, ao iniciar seu evangelho, não começa apresentando Jesus, mas João, o mensageiro que anuncia e prepara. Isso não é casual. É profético, é intencional:

 

“Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis que envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados.” Marcos 1:2-4

 

No tempo exato, João Batista aparece. Ele não surge, ele é enviado; não nasce para si, nasce para preparar o caminho do Senhor; não fala de si, fala dEle. Isso revela alguém que nasceu com um propósito.

Aqui está o ponto desta meditação: a nossa reconciliação não é ponto final, é ponto de partida. O nosso resgate à casa do Pai, a nossa filiação, além de nos levar à intimidade, nos revela o nosso propósito.

 

Você, em Cristo, não apenas voltou para a casa do Pai; retornou para assumir quem sempre foi: filho, herdeiro, representante, autoridade legítima, imagem restaurada.

Você não é súdito; no Reino de Deus não existem súditos, mas filhos, príncipes.

 

O evangelho é uma mudança para uma nova realidade espiritual, e isso exige uma nova mentalidade.

Perceba:

• de escravos para filhos,

• de órfãos para herdeiros,

• de exilados para assentados,

• de vergonha para honra.

 

O filho pródigo volta e é recebido como sempre foi: filho.

O afastamento não anulou a origem; a sujeira não apagou o Amor.

Ele pensava em ser recebido como empregado e servir, mas o Pai o recebe

como filho e o reposiciona para governar.

Assim é você. Assim sou eu. Assim é todo aquele que foi reconciliado através de Cristo.

 

Efésios reforça com exatidão que somos um sonho realizado de Deus; assim como alguém que nasceu para cumprir um propósito, um destino.

 

“Através da nossa união com Cristo, também nós fomos reivindicados por Deus como Sua própria herança. Antes mesmo de nascermos, Ele nos deu o nosso destino…” Efésios 1:11 (TPT)

 

“Tornamo-nos a Sua poesia, um povo recriado que cumprirá o destino que Ele deu a cada um de nós. Mesmo antes de nascermos, Deus planejou antecipadamente o nosso destino e as boas obras que faríamos para cumpri-lo!” Efésios 2:10 (TPT)

 

Na verdade, o que estamos descobrindo como novo, para o Pai é simplesmente um reencontro com o que sempre fomos aos Seus olhos.

A reconciliação não cria propósito; apenas nos reconecta a ele.

 

Saiba que, assim como João Batista foi enviado para preparar o caminho, um propósito pensado e profetizado antes de seu nascimento, agora, reconciliado, vestido com vestes reais, autorizado pelo céu, você está na terra como alguém enviado para um propósito celestial.

Não como religioso, mas como embaixador do Reino, como aquele que carrega:

• a Presença do Rei,

• a Sua Palavra,

• a chancela do Trono,

• o selo da filiação,

• a autoridade do Rei,

• o respaldo do exército celestial.

 

O Pai sempre teve um propósito sobre a sua existência, mas agora, após a reconciliação, você está apto a conhecê-lo, discerni-lo e manifestá-lo.

Saiba:

Não existe alegria fora do propósito.

Não existe descanso fora do envio.

Não existe plenitude fora da função para a qual fomos criados.

 

Moisés o representou e tirou dois milhões de pessoas escravas da mão do inimigo, sem usar força própria, sem empunhar arma alguma, sem possuir mérito pessoal; quem garantiu a excelência do resultado foi Aquele que o enviou.

Falando sobre isso, Paulo não credita a Moisés nem a Josué mérito algum, mas Àquele que os enviou, como declara em seu discurso em Antioquia:

 

“O Deus deste povo de Israel… os tirou com braço poderoso…e, havendo destruído sete nações na terra de Canaã...” Atos 13:17,19

 

Isso confirma:

Quem envia, age.

Quem chama, respalda.

Quem designa, sustenta.

 

A Moisés e Josué coube apenas uma responsabilidade: crer.

Da mesma forma, esta deve ser a sua e a minha atitude: crer.

 

Creia:

Você não está apenas de volta à mesa do Rei; está habilitado a representá-Lo e a ser enviado em seus dias, na face da terra.

 

A mesa não só nos leva a conhecer o Pai, mas também nos revela o nosso propósito.

 

Este é o tempo de nosso envio.

Não temas: Aquele que habita em você garante o êxito da missão.


(Texto tirado da série a ser lançada em 2026

Série Devocionai Evangelhos - Livro de Marcos)

 
 
 

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