Presença em Nós
- Alberto Carlos Macedo
- 20 de fev.
- 2 min de leitura

Quantos anos Moisés viveu no deserto?
Moisés viveu 80 anos no deserto: 40 anos no Egito e 40 anos em Midiã.
O deserto, porém, não é apenas um lugar físico ou geográfico. Ele pode representar uma vida sem a consciência da Presença de Deus.
Antes da revelação do “Eu Sou”, Moisés viveu anos em Midiã. Mais tarde, já tendo conhecido a manifestação da Presença, ele declarou:
“Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar.”— Êxodo 33:15
Moisés compreendeu algo profundo:
Abundância sem Deus é deserto. Prosperidade sem Presença é esterilidade.
Davi também expressou essa sede:
“Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água.”— Salmos 63:1
Na Antiga Aliança, o medo era da ausência da Presença. Mas, na Nova Aliança, a realidade é superior: não tememos perder a Presença, porque fomos feitos habitação.
O deserto físico pode existir. O que não existe, em Cristo, é deserto interior.
Às vezes atravessamos desertos externos, mas não é o deserto que nos forma — é a revelação de Cristo em nós. O processo não produz revelação. O Espírito Santo revela Cristo.
O deserto não cria a Fonte; ele apenas evidencia que não há outra fonte. Ele remove distrações e expõe falsas seguranças, até que percebamos que sempre fomos totalmente dependentes d’Ele.
Como Jesus declarou no Evangelho de João 15:
“Sem mim nada podeis fazer.”
Na Antiga Aliança, Moisés temia caminhar sem a Presença. Na Nova Aliança, o grande risco é viver sem a revelação da união já consumada em Cristo.
Não buscamos trazer a Presença. Vivemos a partir dela.
Ele é o Manancial.
Ele é a Vida.
Ele é a suficiência.
E quando essa revelação governa o coração, não há deserto exterior capaz de secar uma alma que transborda da Fonte que habita dentro dela.
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Palavras que nos ajudam e ministram o nosso coração.
Excelente reflexão